O fim de ano chega trazendo encontros, risadas, ceias fartas e muita comemoração. Enquanto a festa anima as pessoas, o barulho dos fogos de artifício pode transformar esse período em um verdadeiro pesadelo para muitos pets. Cães e gatos possuem audição extremamente sensível, o que faz com que cada estampido seja interpretado como um sinal de perigo iminente. O resultado pode ser pânico, tentativas de fuga, acidentes e crises de ansiedade que colocam o bem-estar do pet em risco. 

Na Zoo Médica, esse é um dos períodos com maior número de emergências envolvendo fugas, traumas e alterações comportamentais relacionadas ao medo intenso de fogos. Pensando nisso, criamos um guia completo para ajudar você a proteger seu pet antes, durante e depois da queima de fogos.

O que fazer imediatamente quando o pet entra em pânico

Se seu cachorro ou gato já está assustado com os fogos, algumas medidas rápidas ajudam a reduzir o estresse.

Mantenha a calma. A sua reação influencia diretamente o estado emocional do animal.

Coloque o pet em um ambiente seguro e fechado, sem rotas de fuga e sem móveis que ele possa tentar escalar.

Use sons familiares para abafar o estampido. Televisão, música relaxante e ruído branco podem ajudar.

Crie uma barreira acústica com cobertores nas portas e janelas.

Distribua brinquedos, petiscos e enriquecimento para oferecer distração positiva.

Fique por perto. A presença do tutor, desde que serena, reduz muito o medo.

Nunca deixe o pet preso ou sozinho do lado de fora. Em momentos de pânico, muitos animais tentam correr para o tutor, o que pode gerar acidentes.

Por que tantos pets têm medo de fogos

Dados nacionais mostram que cerca de 85% dos pets apresentam medo de barulhos altos. O motivo principal é a hipersensibilidade auditiva. Para eles, os sons dos fogos são extremamente intensos, imprevisíveis e interpretados pelo cérebro como ameaça. Traumas de infância, pouca socialização, fatores genéticos e experiências negativas reforçam ainda mais o quadro.

Além do medo, o organismo pode responder com alterações físicas preocupantes como taquicardia, tremores, salivação excessiva, micção involuntária, rigidez muscular, desorientação, convulsões e até risco de óbito em casos extremos.

Sintomas comuns durante a queima de fogos

Alguns sinais são discretos. Outros são extremamente óbvios. Observe:

  • vocalização excessiva
  • tremedeira
  • tentativa de fuga
  • postura curvada
  • rabo entre as pernas
  • pupilas dilatadas
  • salivação
  • urina involuntária
  • corpo paralisado
  • hiperatividade
  • choro ou latidos constantes

Se o pet apresentar esse comportamento, mantenha a serenidade e siga as orientações a seguir.

Como preparar o ambiente para o pet

Arrume um espaço seguro da casa. Quanto mais silencioso e acolhedor, melhor. Deixe caminha, brinquedos, caixas de papelão, cobertores e petiscos de alto valor.

Feche portas e janelas. Se possível, reforce com cobertores para reduzir o som.

Use tapetes e carpetes para diminuir vibrações, principalmente em apartamentos.

Florais, feromônios e suporte emocional

Feromônios sintéticos e florais podem ajudar no controle do estresse. Difusores, sprays e soluções em gotas auxiliam na sensação de bem-estar. No entanto, o ideal é conversar com um médico-veterinário para escolher a melhor opção.

Algodão no ouvido e abafadores

Um chumaço de algodão hidrófilo dentro da orelha reduz parte do ruído. Retire após a queima. Também existem abafadores específicos para pets que podem ser utilizados.

Treino prévio com dessensibilização sonora

Semanas antes das festas, é possível iniciar um programa de dessensibilização usando vídeos ou sons de fogos em volume baixo, associando a petiscos e brincadeiras. Aos poucos, a intensidade do som pode aumentar conforme o pet se mostra confortável.

Técnica de contenção com faixa

A técnica conhecida como Tellington Touch, usando uma faixa amarrada de forma leve no corpo do animal, pode ajudar alguns cães, proporcionando sensação de segurança. Porém, é necessário acostumar o pet com antecedência.

Uso de roupas calmantes

Roupas de compressão suave podem ajudar quando utilizadas da forma correta. Elas simulam um abraço e reduzem a ansiedade de alguns pets.

Calmantes naturais ou medicamentosos

Qualquer tipo de calmante, seja natural ou medicamentoso, só deve ser recomendado por um médico-veterinário. Automedicação coloca o pet em risco e pode causar efeitos graves. Valeriana, lavanda e erva-cidreira podem ser opções naturais, mas exigem avaliação profissional.

Quando procurar a Zoo Médica imediatamente

Se o pet entrar em estado de pânico intenso, apresentar dificuldade respiratória, convulsões, vômitos repetidos, ferimentos por tentativa de fuga ou qualquer alteração grave de comportamento, você deve buscar atendimento emergencial.

A Zoo Médica conta com estrutura completa, emergência 24 horas, equipe preparada e abordagem segura para manejar casos de ansiedade severa, traumas e acidentes relacionados aos fogos de artifício.

Atenção: finalize o ano com segurança

As festas podem ser especiais para você e, ao mesmo tempo, desafiadoras para seu pet. As medidas certas diminuem o estresse e evitam acidentes. E se você precisar de orientação, consulta específica ou suporte emergencial, estamos aqui para cuidar do seu melhor amigo a qualquer hora.

Zoo Médica está sempre ao seu lado para garantir um fim de ano mais leve e seguro para toda a família. Para emergências e orientações ligue ou envie mensagem para nosso WhatsApp: (31) 3476-6230

 

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